sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tem dias...


As horas custam a passar. Não estou onde quero estar, estou sozinha mas não quero estar com mais ninguém, porque quem eu quero não quer estar comigo, e assim sendo, prefiro estar sozinha. Sinto-me sozinha. Não penses nisso, dizes para ti, não adianta nada, não muda nada. Não quero ir e não quero ficar.

Mas sei que tenho que ir. E deixar-te ir.

Quando me encontrar talvez te encontre a ti também. Se não te encontrar, não faz mal, porque quando me encontrar vou ter-me a mim e já não me vou sentir tão sozinha.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Day & Night


Life & Death.

Sabemos que a morte faz parte da vida, tal como a noite faz parte do dia, no entanto ignoramo-lo activamente. Quando ela nos bate à porta, negamo-la, insultamo-la, revoltamo-nos....sofremos e por fim (se tudo correr bem!), aceitamo-la.

Chamam-lhe luto.

Permite-nos mudar, fortalecer o espírito, crescer. Precisamos da perda na nossa vida para nos apercebermos da efemeridade, da impermanência de todas as coisas e pessoas que passam na nossa vida.

Há pessoas que deixam este mundo, há outras que apenas deixam o nosso mundo.
E quando abandonam o nosso mundo sem deixarem este mundo também dói.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

New beggining



Allow yourself to be human. Accept that sometimes you are sad, angry, jealous, and all that bad stuff you don't want to be, because you want to be perfect. And you want to be perfect because in that way, people around you will love you more. Maybe you can make them love you enough to overcome the ultimate fact...that you don't love yourself.

Think about someone you deeply love. A brother, sister, children or even your pet dog or cat. Think about what you feel toward that being and realize that what you feel, that deep, unconditional love. It doesn't change even if he or she does something that you don't like, something that can even cause you suffering. You don't like the action, but the feeling remains the same. So, why is it so difficult for us to feel the same towards ourseves? Self-love, self-respect...ultimatly, it's the only true way of feeling true happiness and love others more.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Estive lá. Se pudesse, repetia

"Matthieu Ricard é um monge budista francês, fotógrafo e autor. Vive e trabalha no mosteiro Shechen Tennyi Dargyeling no Nepal, Himalaias, há quarenta anos.

Nascido em França em 1946, filho do conhecido filósofo francês Jean-François Revel, cresceu no seio das ideias e personalidades dos círculos intelectuais franceses. Viajou para a Índia em 1967.

Doutorado em genética molecular no Instituto Pasteur de Paris em 1972, decidiu abandonar a sua carreira científica e concentrar-se na prática do budismo tibetano.

Estudou com Kangyur Rinpoche e alguns outros grandes mestres dessa tradição e tornou-se estudante próximo e auxiliar de Dilgo Khyentse Rinpoche, até ao seu falecimento em 1991. Desde então, tem dedicado a sua actividade à realização da visão de Dilgo Khyentse Rinpoche.

As fotografias de Matthieu Ricard de mestres espirituais, das paisagens e das pessoas dos Himalaias têm aparecido em inúmeros livros e revistas. Henri Cartier-Bresson disse do seu trabalho, ”a vida espiritual de Matthieu e a sua câmera são um só, donde brotam estas imagens, fugazes e eternas“.

Ele é o autor e fotógrafo de “Tibet, An Inner Journey” e “Monk Dancers of Tibet” e, em colaboração, os fotolivros “Buddhist Himalayas”, “Journey to Enlightenment” e recentemente “Motionless Journey: From a Hermitage in the Himalayas”. Matthieu Ricard é o tradutor de diversos textos budistas, incluindo “The Life of Shabkar”.

O diálogo com seu pai, Jean-François Revel, em “O Monge e o Filósofo”, foi um best-seller na Europa e foi traduzido para 21 idiomas, e “The Quantum and the Lotus” (em co-autoria com Trinh Xuan Thuan) refletem o seu interesse de longa data pela Ciência e o Budismo.

No seu livro de 2003 “Plaidoyer pour le Bonheur” (publicado em Inglês em 2006, como “Happiness: A Guide to Developing Life’s Most Important Skill”) explora o significado e plenitude da felicidade e foi um grande best-seller em França.

Matthieu Ricard foi apelidado de “a pessoa mais feliz do mundo” pelos media depois de ser voluntário para um estudo realizado na Universidade de Wisconsin-Madison sobre a felicidade, posicionando-se significativamente acima da média obtida após os testes de centenas de outros voluntários.

Membro do conselho do “Mind and Life Institute”, que é dedicado a encontros e pesquisa em colaboração entre cientistas e estudiosos budistas e praticantes de meditação, as suas contribuições foram publicadas em “Destructive Emotions” (editado por Daniel Goleman) e noutros livros de ensaios.

Matthieu Ricard está também profundamente envolvido na investigação sobre o efeito do treino da mente sobre o cérebro, nas Universidades de Wisconsin-Madison, Princeton e Berkeley.

Matthieu Ricard foi condecorado com título de Cavaleiro da “Ordre National du Mérite” pelo presidente francês François Mitterrand pelos seus projetos humanitários e pelos seus esforços para preservar o património cultural dos Himalaias.

Nos últimos anos tem dedicado os seus esforços e doa todos os proventos do seu trabalho em favor the trinta projetos humanitários na Ásia, que incluem a manutenção e construção de clínicas, escolas e orfanatos na região: www.karuna-shechen.org
Desde 1989, actua como intérprete de Francês para S. S. o Dalai Lama."


(N.T.: Karuna significa “compaixão” em sânscrito)

Organização:
Fundação Kangyur Rinpoche
Rua Conde Almoster, nº98 - 13ºE |
Tel. 21 390 40 22/ 21 774 25 39 / 934 353 961
www.krfportugal.org